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Nem sempre o Feliz Dia das Mães é um dia feliz

maio 6, 2019 | Artigos

É muito comum, no mundo contemporâneo, a comemoração do Dia das Mães no segundo domingo de maio. Esta data já se tornou sinônimo de afeto, carinho e consideração pelas mães. É um dia de singular importância sobretudo por reforçar os vínculos familiares. Mas, infelizmente, esse dia não é uma boa lembrança para todas as pessoas. Existem aquelas que sofrem simplesmente por lembrar de uma data assim.

Quando o dia das mães machuca

Dia das Mães não é uma celebração para todos. Pode ser, na verdade, doloroso para muitos: uma amiga que perdeu o filho este ano, outro amigo que está comemorando seu último Dia das Mães com sua mãe que agoniza em uma cama de hospital, outras amigas que gostariam de ser mães, mas, por algum motivo, não conseguem, filhos que tiveram (ou ainda tem) mães abusivas. Eu poderia continuar com esta lista por muito mais tempo. Situações como essas são extremamente difíceis, e o Dia das Mães pode servir apenas para intensificar a dor. Como, então, deveríamos tratar esse dia? Igrejas, pastores, amigos e famílias lutam com esta pergunta todos os anos. Ignoramos aqueles que estão sofrendo e continuamos comemorando? Suprimimos a celebração na esperança de diminuir a dor daqueles que estão ao nosso redor? É interessante observar que uma intensa alegria e, ao mesmo tempo, uma profunda tristeza estejam diretamente envolvidas na maternidade. Nada, no entanto, nos surpreenderia se conhecêssemos a nossa história.

A maternidade na metanarrativa bíblica

As primeiras palavras registradas por Deus para Adão e Eva implicam a maternidade: “Sejam férteis e multipliquem-se” (Gn 1.28). A maternidade fazia parte do Éden, e deveria ter sido uma experiência de pura alegria.

Mas depois que o casal pecou, ​​Deus pronunciou as consequências dessa rebelião. Para Eva, ele disse: “Multiplicarei grandemente o seu sofrimento na gravidez; com sofrimento você dará à luz filhos” (Gn 3.16). Essa dor vai além da dor física do parto. Ela inclui tudo o que é doloroso a respeito de filhos: aborto espontâneo, infertilidade, crianças rebeldes que se tornam problema aos seus pais.

Mas nós não deveríamos parar a leitura em Gênesis 3. A história continua. Quatro versos depois lemos: “Adão deu à sua mulher o nome de Eva, pois ela seria mãe de toda a humanidade” (Gn 3.20). Apesar da maldição por conta da rebelião contra Deus, a vida viria por meio da mulher e a redenção definitiva viria por meio dessa vida. Note que a primeira coisa que acontece depois que Adão e Eva são expulsos do Éden é um nascimento. É a misericórdia de Deus se manifestando mesmo em meio à maldição.

Muitos anos mais tarde, o próprio Cristo viria, “nascido de mulher”, para trazer salvação ao seu povo e quebrar, de uma vez por todas, toda a maldição (Gálatas 4.4 e Gênesis 3.15). Até a redenção final de todas as coisas, no entanto, os efeitos da maldição ainda estarão bem presentes em nosso meio. Assim sendo, a maternidade continuará sendo uma mistura de grande alegria e de tremenda dor.

Neste Dia das Mães, chore por si mesmo e por aqueles que você ama e que lamentam a infertilidade, abortos, e tantas outras consequências da maldição. Ao mesmo tempo, alegre-se por tudo o que é bom a respeito da maternidade. A mesma maternidade que brilha como um testemunho da bondade, misericórdia e redenção de Deus. Comemore a vida, exalte os atos louváveis ​​de cada mãe e louve a Deus porque ele vai, finalmente e completamente, colocar tudo em ordem e enxugar cada lágrima de nossos olhos. Tudo isso, por meio de uma mulher.

Feliz Dias das Mães!


Jonatan Neumann
Coordenador de Ministérios ME 

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