Romantizando Tragédias

abr 10, 2020 | Artigos

Todos estamos acompanhando, um tanto assustados, as notícias sobre a peste do COVID 19, que vai amontoando cadáveres ao redor do mundo.

Quando lhes escrevo, oficialmente seriam mais de 1 milhão e 600 mil infectados e mais de 100.000 mortos, fora os números que todos sabemos que nos são sonegados.

Parece que temos um jeito estranho de encarar as tragédias. Conseguimos fazer delas um espetáculo – há dias nos arrepiávamos ao ver caminhões do exército italiano levando pilhas de caixões a procura de cemitérios ou crematórios. Agora a manchete é sobre os mortos espalhados pelo chão, com ou sem caixões, nas ruas de cidades importantes do Equador e do Peru.

E a vida segue adiante para a maioria como numa novela de TV. Ansiosos pelo próximo capítulo para atualização do número de infectados e os mortos. Parece que tudo está bem, contando que a peste não caia sobre nós ou sobre nossa família. E se chegar este momento? Isto não parece tão longe de mim e de você. Já caiu a sua ficha?

Um irmão/amigo querido numa conversa telefônica ontem me contou como foi chocante para ele perder um amigo, o terceiro que morreu de Covid 19 no RS. Bem sucedido empresário, contraiu a vírus na viagem turística de seus sonhos ao Dubai. Em viagem semelhante anterior, meu irmão/amigo e esposa estavam juntos com o agora falecido. E se tivessem ido juntos a Dubai agora? Poderiam ter lá contraído o vírus e meu amigo diabético iria escapar?

Uma coisa que não podemos postergar mais é nos perguntar sobre a iminência da morte. Fazemos de tudo, até por instinto natural de sobrevivência, de adiar nosso desfecho para o mais longe possível. E assim, fugindo do assunto, podemos ser surpreendidos despreparados para nos encontrar cara a cara com nosso Deus.

A morte não é o fim da nossa história. Tem mais capítulos empolgantes que nos aguardam. Jesus Cristo veio para nos abrir as portas da eternidade. O pecado e a culpa foram cobertos com seu sacrifício na cruz. Para os que creem, a morte em lugar de fim é simplesmente uma mudança de endereço para uma morada melhor. E como reservar nosso lugar neste novo endereço? Só tem um meio, aliás, um nome: Jesus Cristo! Crer nele e lhe entregar os dias que aqui nos restam é o que podemos e devemos fazer.

Então, diante do desconhecido e da morte podemos orar dizendo:
“Senhor Jesus não sei meu futuro.
Mas tu és a minha esperança e certeza.
Tu já passaste pela dor e pela morte e voltaste vencedor.
Toma-me agora pela mão e leva-me adiante em segurança.
Obrigado porque posso confiar e descansar em teu amor e fidelidade. Amém”!


Sérgio Schaefer
Pastor evangelista

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