Somos movimento!

Somos movimento!

No Encontro ME 2022, fomos chamados a relembrar da nossa VOCAÇÃO: ser e fazer discípulos. A história muda, o mundo muda, mas a essência permanece. Vivemos tempos bem diferentes do que há cinco anos atrás. Tudo muda rapidamente. É um novo mundo em movimento.

O quebra-cabeças do Reino de Deus

set 22, 2022 | Artigos, Intercâmbios

Existe um sentimento sobre viver em outra cultura que não é muito falado. É uma sensação de que não sabemos mais exatamente onde pertencemos. Um sentimento que vem do fato de que agora, sendo exposta a tantas possibilidades e modos de viver, e encontrando coisas familiares e tão diferentes nos outros e em mim mesma, que pertencer à algo específico já não parece mais uma opção.

Nessas ultimas semanas tivemos aulas incríveis, introdução a compreensão transcultural, ao desenvolvimento sustentável, ética e fé cristã, comunicação e “advocacia”. E, entre tantas coisas que ficaram marcadas em mim, uma das mais impressionantes está no fato de que agimos de maneiras muito diferentes baseado na assimilação cultural e no local que vivemos. Um dos livros do nosso currículo que fala sobre isso é o “Foreign to familiar: A Guide to Understand Hot – and Cold Climate Cultures” (tradução livre: Estranho ao familiar: um guia para compreender culturas frias e quentes); Sarah A. Lanier.

O livro parte do pressuposto e generalização de que o mundo é dividido em dois tipos de culturas: as frias e as quentes. Nas frias, como o norte europeu, norte dos estados unidos, Israel… prevalece um tipo de comportamento como como a comunicação direta e a orientação para tarefas enquanto nas quentes, como as Américas e a Rússia, prevalece a comunicação indireta e a orientação para relacionamentos e pessoas.

Apesar de não gostar muito de generalizações porque elas podem nos colocar em caixinhas – o que não funciona muito bem porque somos todos humanos com várias particularidades – , o livro ajuda a ter um panorama geral de como nos comportamos e por quê fazemos o que fazemos. Na leitura até aqui, fui confrontada algumas vezes com a forma como me posiciono no mundo ou deixo de me posicionar e me senti em conflito interno também. Perceber que existem tantas nuances em mim e em todos nós que nos tornam tão únicos pode ser overwhelming (“muito pesado”) e até mesmo solitário.

Mas então, vem uma verdade que muda tudo.

Hoje (28/09) assisti meu primeiro culto em Norueguês. Uma intercambista norueguesa traduziu pra mim e sem ela, eu não entenderia nada (Tusen takk, Siri). A forma como o culto aconteceu foi bem diferente do que estou acostumada, com 40min de avisos + ceia e então uma pausa para começar de fato a pregação. Somos tão diferentes!!

Mas quando começou a pregação, de repente, algo mudou. Não éramos mais noruegueses, brasileiros, africanos ou colombianos, éramos um. De alguma forma o Espírito de Deus se faz presente e eu pude ver que, nEle, éramos um só. Ouvimos sobre a mulher samaritana, compartilhamos testemunhos e histórias que vivenciamos e nos emocionamos. Juntos.

… Diante disso, me fica o pensamento: Quem sabe não são todas essas diferenças que nos tornam tão únicos, que tornam o mundo o que ele é? O que mudaria se todos nós entendêssemos isso? Quase como peças de um quebra cabeças, entendo que precisamos uns dos outros, que Deus nos criou também com diferenças. E é isso que quer dizer o Corpo de Cristo (1 Co. 12:27; Rm 12: 4-5; Ef 4:4). Eu preciso da comunicação direta de outros países da mesma forma que eles precisam do nosso toque acolhedor brasileiro. Nós precisamos daquela pessoa extrovertida que vai ajudar a criar momentos e memórias incríveis da mesma forma que eles precisam dos introvertidos pra lembrar que precisam do descanso.

Bom, até aqui o intercâmbio já tem me ensinado mais do que eu poderia planejar! Em duas semanas partiremos para nossos estágios e me sinto animada por tudo o que vamos poder aprender nesse imersão em uma nova cultura. Até logo 🙂

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