O Deus que tudo sabe

O Deus que tudo sabe

O silêncio no interrogatório durante seu julgamento armado e a falta de palavras durante a crucificação injusta são prova real e incontestável de que o Senhor não veio para competir com os faladores (Mateus 26.63).

Fomos todos surpreendidos!

abr 9, 2020 | A vida é minha

Ninguém imaginava que uma “gripezinha” na distante Wuhan ao final de 2019 viesse e gerasse esse sufoco que aumenta a cada dia. Você não tem, também, a impressão de que estamos tateando no escuro?

Não apenas nós, pessoas comuns, mas também os mais doutos cientistas e poderosos políticos? As certezas e planos de ontem não evaporaram todos?

Pois é, em 2020 experimentamos globalmente o que em séculos passados era vivenciado localmente nas epidemias, como a peste negra. Por isso, penso eu, vale a pena dar ouvidos a alguém que provou essas angústias e tormentos no passado. Não para dar palpites do que deve ser feito hoje, mas para ajudar-nos a lidar com os temores e incertezas que nos atormentam.

Por isso quero compartilhar duas estrofes de uma canção escrita por um pastor que perdeu seus 4 filhos numa epidemia de coqueluche em 1869:

Nossos corações pertencem ao varão de Gólgota,
que, por ter sofrido a morte, vida e salvação nos dá,
que o mistério do juízo ao seu povo revelou,
que em angústias e tormentos vida e paz nos conquistou.
Em silêncio nos curvamos ante a tua cruz, Senhor,
e humildes adoramos o poder de teu amor.
Adoramos o milagre: Eis que o Filho se humilhou;
obediente até a morte nosso fardo carregou.

Sublinho duas coisas que nortearam o pastor Bodelschwigh: 1o Ele rendeu seu coração, sua vida, a Jesus! E, 2o, em silêncio, curvou-se diante da cruz dele. Mas sua atitude de submissão reverente a Jesus, não o fez cruzar os braços. Pelo contrário, ela fez deste pastor dum pequeno povoado a pessoa que mais promoveu reformas sociais no império alemão que surgia naquela época.
(continua)


Martin Weingaertner
Professor da FATEV em Curitiba

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O silêncio no interrogatório durante seu julgamento armado e a falta de palavras durante a crucificação injusta são prova real e incontestável de que o Senhor não veio para competir com os faladores (Mateus 26.63).