Noruega e a Cultura Musical

Noruega e a Cultura Musical

Eu cresci rodeada por canções e minha família sempre foi muito musical, desde pequena estava envolvida nas atividades e departamentos musicais da igreja e isso sempre foi peça chave na minha vida.

Noite de filme em família como uma estratégia para o discipulado

jan 7, 2019 | Artigos

Noite de filme em família como uma estratégia para o discipulado

Convidar Jesus para fazer parte do nosso dia a dia é algo que nós, pais, normalmente fazemos muito. Oramos e desejamos que nossos filhos vivam dentro dessa atmosfera de paz, esperança e amor que somente Cristo pode dar. Afinal, queremos que eles tenham as experiências incríveis que nós mesmos já tivemos com Deus. É também algo que, reconheço, não muito fácil de fazer, pois requer intencionalidade e uma certa dose (ou muitas) de criatividade e paciência. Nossa família tem experimentado momentos realmente especiais quando abrimos espaço para Jesus durante a sempre constante correria do dia a dia. Um desses momentos especiais é a noite de filme em família.

Nossas filhas, ficam tão animadas que uma delas chegou a afirmar: “Sexta-feira é o melhor dia da minha vida”. Ela sai da escola já com um plano bem definido: depois do jantar, os colchões vão para a sala (as costas de um senhor de 38 anos “agradecem’), salgadinhos, pipoca e chocolate não podem faltar, e ainda algo para beber. Espero que não me julguem pelo cardápio nada convencional e BEM longe do saudável!

Temos duas meninas com idades bem diferentes (uma de 7 anos e outra de 8 meses) e a escolha do filme, claro, fica a cargo de todos os membros da família por meio de uma votação “democrática” – muitas vezes acabo perdendo e tenho que ceder e assistir musicais ou filmes sobre ginástica que são a onda do momento. Longe de ser um problema, é uma ótima oportunidade para um tempo de qualidade juntos e, à medida que ampliamos nossa seleção, temos sido intencionais ao fazer isso e tentamos usar esses momentos familiares como espaço para conversas mais profundas e ao mesmo tempo divertidas sobre fé.

 

Os 4 grandes motivos de a noite de filme em família ter se tornado uma estratégia para o discipulado de nossas filhas.

 

#1 – A Grande História
Todo filme tem um enredo geral e, muitas vezes, esse enredo tem algo a ver com o bem contra o mal. Nenhum de nós gosta de perder. Crianças, então, querem vencer sempre e, como estão naquela fase de aprendizado sobre lidar com as decepções, a derrota não é bem-vinda. Nos filmes, quando tudo parece perdido e o mal assumiu a liderança, o bem aparece de repente e vira o jogo. Temos que admitir que isso soa muito familiar com outras histórias de nossa própria vida e ainda outra, a qual lemos nas páginas da Bíblia.

A história original do bem contra o mal aparece na narrativa das Escrituras o tempo todo e é repetida em todas as pequenas histórias que lemos desde nossa época de infância.

Alguns exemplos de perguntas que podemos perguntar aos nossos filhos depois de uma sessão de filme em família:

  • No filme, de onde o bem e o mal vieram?
  • Quem era o mocinho no filme? Por que ele/ela era bom?
  • Será que encontramos na Bíblia uma história onde o bem vence o mal parecida com a do filme?

 

#2 – A Grande Lição
A maioria dos filmes tem uma “lição” ou “moral da história” que os produtores e diretores querem passar para o público. Talvez não seja uma lição profunda (Debi & Loide, por exemplo) nem saudável, mas sempre há um plano por trás da história. Não podemos negar isso! Por este motivo, procuramos sempre assistir antes e descobrir quais mensagens estão sendo passadas para, então, assisti-lo novamente na noite do filme em família (lembra que mencionei paciência??). É surpreendente como nossa filha mais velha faz associações baseadas nos filmes que assistimos.

Alguns exemplos de perguntas que podem ajudar você:

  • Qual é a mensagem principal do filme? Amor? Amizade?
  • Você acha que isso acontece de verdade, na vida real?
  • Você acha que essa mensagem do filme é parecida com a de Jesus?

 

#3 – A Grande Imagem
Todos os filmes tentam criar uma certa realidade, seja em uma escola de ginástica ou nas profundezas do oceano, na cidade perdida de Atlântida, somos atraídos para dentro do universo alternativo que querem fazer com que acreditemos que é real (ah, nossos favoritos em família: Star Wars e De Volta Para O Futuro!!). Infelizmente ou não, dependendo do filme, o fato é que a “realidade” não é real. Muitas vezes as crianças têm dificuldade em discernir isso, pois ainda estão desenvolvendo as habilidades necessárias para diferenciar fantasia e realidade.

Aqui estão alguns pensamentos que você pode compartilhar com seus filhos antes e depois do filme.

  • O que você acha que era real no filme? E não real?
  • Você acha que aquilo pode acontecer na vida real?
  • Como alguém que tem Jesus no coração, o que você teria feito naquela situação?

 

#4 –  O Grande Herói
Como amamos heróis! Uma de nossas filhas recentemente descobriu o universo de Nárnia e encontrou Aslam, quem ela acha simplesmente incrível (muito obrigado Lewis). Todo bom filme tem um grande herói que sempre aparece na hora certa e resgata aqueles que estão em apuros, que ama os que não são amados, e que salva os que estão perdidos. É como se cada autor, escritor e produtor tivesse uma ideia protótipo de um Grande Herói que poderia mudar tudo. É claro que você sabe muito bem de Quem estou falando e de que Ele foi, e é, muito mais do que simplesmente um herói. Ainda assim, a figura de um herói pode nos ajudar muito a ensinar nossos filhos e fazer com que eles o conheçam.

Algumas dicas de como começar a conversa:

  • Quem no filme foi precisava ser ajudado/resgatado/salvo e quem era o herói?
  • Como o herói sabia que ele/ela era o herói? O que o tornava herói?
  • Quem é o Grande Herói do mundo? Quem ele ajudou/resgatou? Por quê?

 

Essas conversas têm mais significado do que parece. Elas começam a ajudar nossos filhos a construir uma estrutura através da qual eles assistirão televisão e filmes no futuro. Perguntas simples como as mencionadas fluem muito bem em nossa casa desde de que começamos nossas noites de cinema há alguns anos. No início tudo era muito estranho e não achávamos que filmes eram saudáveis para crianças (mesmo os de classificação “livre” têm muita coisa inadequada para nossas filhas). Mesmo assim, não deixamos essa “estranheza” nos impedir. Afinal, cedo ou tarde elas estarão lendo livros e assistindo filmes, e interpretando-os de acordo com sua cosmovisão. Tudo isso por influência de alguém. Queremos que sejam influenciadas, então, por nós, pai e mãe. Queremos que elas aprendam a receber as histórias apresentadas com uma mente mais preparada, que procurem o “algo mais” escondido por trás de cada filme, que revisem criticamente as mensagens e que desenvolvam uma visão de mundo baseada na realidade da palavra de Deus. Esta é a nossa esperança e oração.

Pensar que isso tudo começa com pizza, pipoca e Coca-Cola em uma sala bagunçada é mesmo incrível!

Jonatan Neumann

Coordenador de Ministérios do ME

segunda-feira, 07 janeiro 2019
Limpos como a neve

Limpos como a neve

Uma das minhas maiores expectativas em vir para a Noruega era finalmente conhecer a neve. Eu cresci sonhando com ela e imaginando todas as coisas que eu faria quando nós (eu e ela) nos encontrássemos pela primeira vez. Com a chegada dos meses mais frios do ano, a minha expectativa de vê-la só aumentava.

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Eu cresci rodeada por canções e minha família sempre foi muito musical, desde pequena estava envolvida nas atividades e departamentos musicais da igreja e isso sempre foi peça chave na minha vida.

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Reflexões sobre a igreja em Stavanger

Faz 07 semanas que começamos nossos estágios nas respectivas cidades. Estou em Stavanger, uma cidade com 130 mil habitantes e talvez pequena aos olhos brasileiros mas não tão pequena aos padrões noruegueses, um país com 5,4 milhões de habitantes.

Como é bom encontrar brasileiros!

No Hald International School, somos estudantes de várias nacionalidades, que usam diferentes idiomas. Por isso, nós nos comunicamos através do Inglês: a língua que é capaz de unir a todos nós. No entanto, comunicar-se com os outros alunos vai muito além de simplesmente falar a mesma língua. O que acontece é que aqui você pode passar por momentos em que conhece todas as palavras que a outra pessoa está usando, mas é incapaz de distinguir todas elas, uma vez que a pronúncia de uma mesma palavra pode ser feita de múltiplas formas: estamos todos falando inglês, mas com sotaques muito diferentes.

Sobre a bonança e a tempestade

No Hald International School, somos estudantes de várias nacionalidades, que usam diferentes idiomas. Por isso, nós nos comunicamos através do Inglês: a língua que é capaz de unir a todos nós. No entanto, comunicar-se com os outros alunos vai muito além de simplesmente falar a mesma língua. O que acontece é que aqui você pode passar por momentos em que conhece todas as palavras que a outra pessoa está usando, mas é incapaz de distinguir todas elas, uma vez que a pronúncia de uma mesma palavra pode ser feita de múltiplas formas: estamos todos falando inglês, mas com sotaques muito diferentes.

Mesma língua: múltiplos sotaques

No Hald International School, somos estudantes de várias nacionalidades, que usam diferentes idiomas. Por isso, nós nos comunicamos através do Inglês: a língua que é capaz de unir a todos nós. No entanto, comunicar-se com os outros alunos vai muito além de simplesmente falar a mesma língua. O que acontece é que aqui você pode passar por momentos em que conhece todas as palavras que a outra pessoa está usando, mas é incapaz de distinguir todas elas, uma vez que a pronúncia de uma mesma palavra pode ser feita de múltiplas formas: estamos todos falando inglês, mas com sotaques muito diferentes.

Mudaram as estações… E vão continuar mudando!

Quando chegamos em Mandal em agosto, ainda era verão. Tivemos alguns dias bem ensolarados nessa cidadezinha ao sul da Noruega, perfeitos para aproveitar um banho de mar, esportes ao ar livre ou uma caminhada na floresta – rolê muito apreciado pelos noruegueses. Já nos primeiros dias, fizemos um passeio de barco para uma ilha mais distante da costa. Nessa ilha, com uma paisagem maravilhosa, dei meu primeiro mergulho em águas do hemisfério norte. A água estava bem fria e me lembrei das cachoeiras de Minas Gerais, foi maravilhoso. Depois disso foram vários outros mergulhos desse lado do atlântico, tentando aproveitar ao máximo os dias quentes, que foram se tornando cada vez mais escassos.

Somos movimento!

No Encontro ME 2022, fomos chamados a relembrar da nossa VOCAÇÃO: ser e fazer discípulos. A história muda, o mundo muda, mas a essência permanece. Vivemos tempos bem diferentes do que há cinco anos atrás. Tudo muda rapidamente. É um novo mundo em movimento.

O quebra-cabeças do Reino de Deus

Existe um sentimento sobre viver em outra cultura que não é muito falado. É uma sensação de que não sabemos mais exatamente onde pertencemos. Um sentimento que vem do fato de que agora, sendo exposta a tantas possibilidades e modos de viver, e encontrando coisas familiares e tão diferentes nos outros e em mim mesma, que pertencer à algo específico já não parece mais uma opção.

Three professional benefits from exchange program

It was 2007. For the very first time in life I took an airplane. The final destination was Norway. I was one of the students in the exchange program late in 2007-2008.

1º encontro SOMA turma 3

O SOMA é uma iniciativa do Movimento Encontrão que tem como objetivo acompanhar jovens líderes de comunidades de todo o Brasil. Essa jornada envolve compartilhamento, conexão, presença construtiva, com alvos previamente estabelecidos e preza pela troca de experiências, crescimento e “preparação para toda a boa obra” (2 Timóteo 3.17).

Being church

Being church in urban areas like Curitiba is a great challenge. Church is, in its core, all about strengthening relationships, bringing people closer to each other and to the cross of Christ while, by developing intimacy, these people are transformed and transform each other.

Reflexões sobre a igreja em Stavanger

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