O Deus que tudo sabe

O Deus que tudo sabe

O silêncio no interrogatório durante seu julgamento armado e a falta de palavras durante a crucificação injusta são prova real e incontestável de que o Senhor não veio para competir com os faladores (Mateus 26.63).

E se pararmos de buscar a felicidade?

Maio 7, 2020 | A vida é minha

Passei o dia deitada no sofá e mesmo assim me sentia cansada e sonolenta. Há tempo eu queria poder ficar em casa o dia todo, sem compromissos ou obrigações. E agora que isso é realidade, me encontro frustrada. Refletindo sobre isso, me dei conta de que a vida é um ciclo infinito de insatisfações. Quando trabalhamos, queremos descansar; quando descansamos, queremos trabalhar. Quando usamos jeans, queremos usar pijama; quando usamos pijama, queremos vestir jeans. Quando saímos, queremos voltar pra casa; quando estamos em casa, queremos sair. Esse ciclo leva a uma sensação de que não estamos vivendo a vida do jeito certo, de que vamos nos arrepender da mediocridade com que vivemos e lembrar amargamente dos momentos em que não estávamos felizes.

E se simplesmente pararmos de procurar a felicidade?

O rei Salomão escreveu um livro inteiro sobre as decepções da vida. “O sol nasce, o sol se põe e, logo, retorna a seu lugar para nascer outra vez (…). Tudo é tão cansativo que não há como descrever. Não importa quanto vemos, nunca ficamos satisfeitos” (Eclesiastes 1:5-8). O livro de Eclesiastes é bem contundente: a vida é ruim. Ela é injusta, amarga, repleta de acontecimentos que não fazem sentido. Às vezes, governantes são insensatos. Nossos planos são frustrados. O sofrimento está por todo lado. Não há sentido em buscar prazer porque, por mais que se alcance tudo que é desejável, ao fim do dia o coração continua insatisfeito.

Depois de observar e pensar muito, Salomão chegou a uma conclusão bem simples: “Tema a Deus e obedeça a seus mandamentos” (Eclesiastes 12:13). A resposta para nossas insatisfações não está em continuar buscando prazer, felicidade e satisfação, mas em buscar a Deus. CS Lewis, falando sobre as crenças básicas do cristianismo, afirma que “se você buscar a verdade, encontrará consolo no final; se buscar o consolo, não terá nem o consolo nem a verdade”. Essa frase pode se aplicar à questão do prazer de forma semelhante: se você buscar a Deus, encontrará prazer; se buscar o prazer, não terá nem o prazer, nem a Deus. “Se tentar se apegar a sua vida, a perderá. Mas, se abrir mão de sua vida por minha causa, a encontrará” (Mateus 16:25).

Então repito a pergunta: e se simplesmente pararmos de procurar a felicidade?


Betina Dittmar Blum
É Biomédica, membra da comunidade do Redentor em Curitiba/PR

Foto: Paolo Nicolello (unsplash)

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O silêncio no interrogatório durante seu julgamento armado e a falta de palavras durante a crucificação injusta são prova real e incontestável de que o Senhor não veio para competir com os faladores (Mateus 26.63).