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Reserve na sua agenda: 26 a 28 de fevereiro de 2021 – Encontrão Nacional online! Tema: “Não são eles, somos nós!”

Discipulado – vontade de Deus para o povo de Deus

nov 8, 2019 | Notícias

Chegamos ao último encontro do SOMA em 2019! Mas calma, em breve vamos nos ver de novo. Essa turma de jovens líderes estará conosco até 2021, recebendo mentoria e treinamento para aplicar em suas vidas, nas suas comunidades e também no processo de discipulado. Este último, inclusive, foi tema do nosso quarto encontro, para o qual os participantes tiveram que ler anteriormente o livro “Discípulo Radical” de John Stott.

O que é discipulado? Essa pergunta foi feita para os jovens do encontro e eles responderam com algumas palavras chave como: relacionamento, crescimento, intimidade, sacrifício, amizade, aprendizado, cuidado. De forma comum, criou-se no SOMA um conceito de discipulado: “uma pessoa com uma experiência de fé mais longa investe seu tempo de forma intencional em outra pessoa com uma caminhada de fé menor, compartilhando vivências e experiências espirituais, para que ambos sejam imitadores de Cristo”.

John Stott escreve que o discipulado genuíno é um discipulado sincero. A palavra “discípulo” ganha força quando comparada a palavra “cristão” porque a primeira estabelece uma relação de professor e aluno em que o discípulo está constantemente sendo disciplinado por Jesus através, também, da vida de outras pessoas. A palavra “radical” que consta no título do livro é derivada do latim radix = raiz, e se refere a indivíduos cujas opiniões vão às raízes e que são extremos em seu compromisso.

“Geralmente evitamos o discipulado radical sendo seletivos: escolhemos as áreas nas quais o compromisso nos convém e ficamos distantes daquelas nas quais nosso envolvimento nos custará muito. Porém, por Jesus ser Senhor, não temos o direito de escolher as áreas nas quais nos submetemos à sua autoridade.” (STOTT, John, 2010, p.11).

No decorrer do livro, o autor destaca oito características de um discípulo radical. A primeira delas é o inconformismo à cultura do nosso tempo e Stott escreve: “não devemos preservar nossa santidade fugindo do mundo nem sacrificá-la nos conformando a ele”. Neste contexto, um discípulo radical desenvolve uma contracultura cristã, para que outras pessoas possam engajar-se nela.

Na segunda característica, os discípulos são chamados a ser como Jesus em seu serviço, em seu amor, em sua resistência paciente e em sua missão. Essa obediência leva a três conseqüências práticas: o mistério do sofrimento, o desafio do evangelismo e a habitação do Espírito Santo. A terceira característica é a maturidade que significa ter um relacionamento de adoração, confiança, amor e obediência a Cristo, pois quanto mais pobre for o nosso conceito dele, mais pobre será nosso discipulado e o inverso também é verdade.

O cuidado com a criação é um mandamento e responsabilidade da Igreja como sinal de amor pelo Criador e expressão de adoração a Ele; o resultado dessa característica é a busca pela preservação do meio ambiente e o desenvolvimento de recursos sustentáveis para o bem comum, cumprindo a ordem de Deus para cuidar e zelar pela sua criação. Para que os discípulos cuidem da criação, o autor os convida para viver um estilo de vida simples, “Deus quer que seus recursos sejam bem administrados e repartidos para o benefício de todos” e isso inclui um compromisso pessoal, da comunidade cristã, desenvolvimento internacional, justiça, política, evangelização e a volta do Senhor.

As últimas três características de um discípulo citadas pelo autor são: 1) o equilíbrio à luz de nossa santidade em Cristo, a qual Stott explica “se você se lembrar de sua identidade se comportará de acordo com ela”, como sacerdotes de Deus, seu povo escolhido – servos e estrangeiros nesta terra – somos chamados ao crescimento, comunhão, adoração, testemunho, santidade e cidadania; 2) somos totalmente dependentes de Deus para tudo na vida e a recusa em ser dependente mostra um sinal de imaturidade de um discípulo de Jesus; 3) como discípulos de Cristo, “não devemos subestimar o custo da morte, que por si só leva à vida. “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará.” – Marcos 8.34-35

Entre outros questionamentos, debates e conversas, o encontro terminou com a seguinte pergunta: Estamos produzindo discípulos maduros que imitam Cristo, constantemente servindo os outros? Se a resposta é “não”, então por que existimos? Jesus foi claro, realista e direto. Ele nos orientou a calcular bem o custo antes abraçar algo com o qual não nos comprometeríamos depois (Lc 14.25-33). Jesus está dizendo que quem realmente está disposto a tornar-se cristão vai andar no mesmo ritmo dele, vai seguir seus passos e fazer o que Ele fazia: discípulos.


Heloisa Schmidt
Assistente de Comunicação e Marketing ME

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