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A vida da gente, em casa (parte 1)

abr 29, 2020 | A vida é minha

Dentre outras coisas, a quarentena tem evidenciado novas crises matrimoniais, relações deturpadas de pais e filhos, vínculos profissionais frágeis e com isso, relacionamentos que se rompem. Afinal, nossas relações estão mais sensíveis e instáveis. Na história da criação, conforme a Bíblia, a mulher foi feita do homem, da parte do homem e para o homem. E acrescenta que o homem é nascido da mulher, de modo que o homem e a mulher dependem um do outro. Algo muito elementar para lidar com nossos matrimônios.

Mas, ao considerarmos as palavras do apóstolo Paulo, conforme Eugene Peterson, teremos várias dicas para o casamento: “Se vocês se importam uns com os outros – façam-me um favor, concordem um com o outro, amem um ao outro, sejam amigos de verdade. Não joguem sujo; não bajulem ninguém só para conseguir o que desejam. Ponham o interesse próprio de lado e ajudem os outros em sua jornada. Não fiquem obcecados em tirar vantagem. Esqueçam-se de vocês o suficiente para estender a mão e ajudar.” (Filipenses 2.3-4)

Além disso, cada geração tem a sua maneira de agir, sentir, pensar e decidir. Numa casa, é normal ao menos duas gerações estarem presentes, com suas diferenças. Então: “Filhos, façam o que seus pais mandarem. É bem por aí mesmo!” (Efésios 6.1). O amor dos pais pelos filhos é algo tão natural, que pode ser observado em todo o reino animal. Porém, não é comum filhos alimentarem e honrarem seus pais idosos. “Honre pai e mãe” portanto, é um mandamento que nos distingue dos outros animais. Isso se aplica também para os filhos adultos no trato com pais idosos pois honrar além de obedecer, é amar e cuidar dos pais, mesmo que estejam isolados.

E, “Pais, não provoquem seus filhos, sendo duros demais com eles. Tratem de segurá-los pela mão para guia-los no caminho do Senhor” (Efésios 6.4). Mas, quem não tem vontade de estourar quando um filho adolescente “apronta”. Então, respirar fundo, acalmar-se e conversar é uma boa forma de se conectar amorosamente com o filho. E mais uma vez, ser o exemplo de equilíbrio que as crianças e adolescentes tanto precisam.

A disciplina que encontramos nas Escrituras não é motivada pela raiva ou por vingança, mas pelo desejo do bem de seus filhos. Esse relacionamento com os filhos não pode ser uma ditadura, nem tão pouco uma anarquia. Provocamos ira nos filhos ou os desanimamos pelo excesso ou ausência de autoridade, mas também com super proteção, favoritismo, perfeccionismo, falta de diálogo, ironia, ridicularização, hipocrisia, agressões, incoerência, etc. Crianças precisam não apenas de roupas, remédios, teto, educação, mas também de segurança, limites, esperança, fé e amor. Vários desses e outros atributos como, mansidão, paciência, bondade e domínio próprio que Jesus nos ensina, valem tanto para pais como para filhos.
(continua)


Airton Härter Palm
Diretor de parcerias do ME. Mora em Curitiba/PR. Missionário plantador da Comunidade Vivenda.

Foto: Jessica Rockowitz (unsplash)

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